O caminho e a bagagem

Quero deixar a minha alma me levar… Contemplar as coisas simples,
não procurar algo que venha para me fazer feliz, mas começar a construir o meu próprio alicerce de felicidade.
Durante muito tempo ou até em uma fase de nossas vidas, buscamos conquistar coisas e pessoas, nos agarramos a uma ilusão de uma felicidade sempre distante ou depositada em algo, vivi dessa maneira boa parte da minha vida. Mas quero começar a fazer diferente agora.
Não sei se tudo isso tem a ver com amadurecimento ou um despertar individual mas, além de construir algo no mundo exterior quero começar a plantar belas coisas dentro da minha alma.
Como aquela alegoria da bagagem que você leva na vida. Quero deixar para trás, coisas que até então haviam bloqueado o meu caminho e até me impossibilitavam de continuar o trajeto a seguir.
Hoje proponho para a minha vida um novo significado subjacente de desejos concretos e puros, buscando a felicidade em uma semente que germina dia após dia dentro do meu coração.
Seja nas coisas mais simples da vida, é somente ali que eu quero encontrar o meu refúgio de paz. No conforto de um abraço a uma criança na rua, no colo do meu avô, nos pássaros cantando, em uma palavra amiga. Quero ter uma bagagem leve com sentimentos e memória que restaurem o meu coração e eu possa levar para onde for.

Porque no fundo todos nós sabemos que no fim em tantas teses e teorias e na poesia, a felicidade é a parte equilibrada de nosso coração e nosso cérebro. Passamos a vida inteira a caminhar para além de descobrir isso, fazer algo ainda maior que é colocar em prática.