QUANTO VOCÊ VALE?

Quanto você vale? Isso mesmo? Quantos trocados? Moedinhas? Pode ser aquelas de um centavo que fica esquecidas na porta moedas da carteira, essas também devem valer alguma coisa!
Aqui, quero fazer uma distinção entre dois tipos de relacionamento: O relacionamento abusivo, que está ligado ao poder que o parceiro exerce moralmente sobre o outro, dependência emocional e muitas vezes a baixa autoestima que deixa um submisso a relação. E sobre o relacionamento por benefício, ou melhor dizendo, aquele que é por interesse.
Vale lembrar que não estou aqui para pontuar os dois temas, e sim dar a minha concepção sobre o que  tenho me perguntando alguns dias: Quanto você vale? Qual o seu verdadeiro valor?

Estar com alguém que você nutre sentimento de dependência emocional é bem diferente de estar com alguém apenas para ganhar vantagens.
Ou seja, viver o relacionamento onde o outro me compra, e em troca ganha algumas cenas ensaiadas de romance é um veneno ardido para a alma.
Primeiro para a pessoa que se vende, pois jamais virá a desfrutar de um amor verdadeiro, e segundo para quem profere os benefícios; que está à deriva de um precipício de mentiras.
E como sabemos, mentiras são reveladas, o que era caro entra na promoção, e no final das contas, o fundo do precipício chega para todo mundo. Talvez não, para todo mundo, mas para aqueles que fazem mal-uso do valor de suas vidas. Sim!

Estar em uma relação apenas para manter uma boa vida, aparência, status. Convenhamos já é um sofrimento; automutilação. E a minha pergunta é: quanto vale você? Quanto vale cada parte do teu corpo que se vende para o outro tocar? Quanto vale o teu tempo? Que são fretados por ilusão atrás de ilusão? Quanto vale teus beijos? Que são submetidos a frieza de um amargo vapor! Quanto vale a tua presença? Que viaja embriagada atrás de sonhos que se rasgam!
Mais ainda: quanto vale a tua vida? A vida que se mostra insignificante a cada passo em falso que se dá, e na soberba de um riso que se cala, cai em lágrimas escondidas em uma escadaria de clamor.

Quantas mentiras? E máscaras tens que usar para pautar as tuas falas? Como pode acordar toda as manhãs com um ensaio decorado?
Soberba, soberba, frustração, frieza. O vaso de uma flor que caiu no chão e secou. Que visão distorcida de si, se obrigar a tomar uma xícara cheia de prazer para os outros verem gargalhando por aí, e quando cai em sí, entre uma frase e outra, o seu valor escorre pelo ralo.
Quanto vale você?
Qual o valor dos beijos sinceros? Do aconchego quentinho? A palavra proferida com verdade? Do toque na pele do outro que chega a arrepiar? Da ansiedade de estar com o ser amado? Do riso solto a todo instante?

São valores que nunca vai saber, valores que não são marcados por centavos no fundo da carteira, e nem por poucas moedas. Os valores que custam caros, são os que não se pode comprar, e esses são os mais difíceis, devem ser conquistados, medidos com verdades. O que vale na vida de verdade não se compra!

Bom, mas para ter a sensibilidade para descobrir tudo isso, primeiro ter que saber o valor que se vale, pois se nada vale, é conveniente trocar-se por uma festinha, um barzinho, uma roupa bonita. É conveniente deixar qualquer pessoa tocar no teu corpo sagrado. Afinal, coisas sem valor são cabíveis passageiras.

É como aquela velha historia das maças do topo: as mais difíceis de alcançar, ficam acima, quase pertinho do céu, o trabalho para chegar até elas é árduo, o caminho vale a pena. Já as maças acessíveis, estragadas, acabam caindo ao chão e é mais fácil de recolher e desfrutar do prazer rapidamente.

Quando não sabemos o nosso valor, acabamos nos igualando como mercadorias, e não como pessoas que merece viver relações felizes e sadias. Mentimos, machucamos, e se enroscamos em um aranhado de ilusões.
Porque acima de construir qualquer relação, a principal e primeira deve ser com a nossa consciência, amor próprio. Somente assim em integridade com nossos sentimentos iremos descobrir o nosso valor no mundo!

E quanto tem valido você?