A presença de Deus em nossas vidas é sutil

Estive analisando minha vida, mas precisamente remontando cada peça como uma quebra-cabeça, não sei, se você também tem esse hábito, mas eu tenho. Gosto de tentar descobrir o que tinha por de trás das nuances, nos véus do destino, onde Deus de fato estaria escondido em alguns acontecimentos da minha vida. E ao olhar para o passado eu consigo fazer isso.
Foi assim, naquele caminho que achei que era certo e de repente me foi cortado, sim! Deus estava lá, em silêncio talvez analisando tudo, e o quanto eu era imatura para achar que naquela época iria dar conta de tanta responsabilidade. Não daria nada certo, iria me atropelar, criar novas dificuldades e eu precisava crescer tanto, precisa mudar tantas coisas dentro de mim, e aprender a olhar a vida de outra maneira. Deus deveria me transformar. E o que eu julgava ser uma tragédia, era uma vitória disfarçada de experiência – hoje eu consigo ver o quanto foi valioso aquele não. Não só aquele como todos os outros!
E foram peças e mais peças que se acertavam em horas que achava que eram inapropriadas, peças que se apertavam para se encaixar, desistências doloridas que tive que fazer no meio do caminho sem entender o porquê, apenas desistir. Caminhos que fui obrigada a cruzar mesmo sem querer e depois mudaram minha vida e minhas resistências. Quantas renúncias? Quantos dogmas tive que calar? Quantos ideais tive que desmistificar? Quantas vezes tive que me reconstruir? Dores e mais dores!
Mas que foram graças a tais circunstâncias, a tais mãos invisíveis que pude me tornar quem estou me tornando. Ele estava lá! Hoje consigo ver os seus propósitos, Deus, Deus, em cada parte, em cada nó e que poderia usar como desculpa a minha solidão – não era! Nunca estive sozinha, era apenas uma peça estranha (aos meus olhos) que mais tarde iria fazer todo sentido, seria aquela peça que iria me fazer sorrir mais tarde. Seriam aquelas sementes que jamais imaginaríamos que dariam frutos tão admiráveis, por termos desdenhado a sua pequenez.