Você é a sua força quando não tem ninguém!

Uma luta de ego queria me convencer que era amor, e eu poderia até acreditar se não fosse minha busca incessante por respostas, que definisse que aquela instabilidade de sentimentos que estava dentro de mim, não era amor ou qualquer emoção feliz. E sim magoa, o fato de ressentir, me mostrou que estava sendo vítima de orgulho ferido. Sim, uma parte de mim foi completamente machucada, ferida! Estava imersa em um copo cheio de expectativas e ilusões que fora alimentada, e de um modo imprevisível parou de me nutrir, mas não sofri pela ausência, e sim, pelo engano de alimentar algo que futuramente seria uma armadilha. Me entreguei a sentimentos que me fizeram refém para mais tarde me machucar. Não foi somente o meu orgulho que foi ferido, foi a mim, quando renuncie minhas crenças para caber dentro de um mundo que iria desabar. E é puramente pelo fato de ressentir com pesar todos os dias, entre tantas duvidas que sigo acreditando que não é amor, ou até poderia ter sido, mas é um amor que adoeceu e deixou uma bagunça. Porém pior do que quando chegou é aceitar a sua partida, e suas marcas, pois quem teria que arrumar tudo era eu. E nem sempre olhar para feridas é confortante, muitas vezes achamos que só quem fez a ferida é quem poderá salva-la, mas eu não pensava assim, não o queria de volta, e isso era libertador! Mas, eu o via todos os dias quando olhava para o meu machucado, e assim a perturbação do que foi, e eu não queria que doesse mais, e sim que ficasse apenas uma cicatriz.

Contudo sigo aprendendo que aquela marca me mostrou muita coisa: Primeiro que tenho muito mais força do que pensava que tinha, que ressentir me faz perceber que ainda preciso perdoar. E que havia me dado uma oportunidade, muitas vezes é só isso que precisamos – dar a vida uma oportunidade para ser feliz, mesmo que erre, mesmo que machuque, mesmo que doa, pois nenhuma dor resiste ao tempo e mais cedo ou mais tarde restara apenas uma mancha ou cicatriz.