Toda bagagem pesada, uma hora precisa ser vista!

Toda bagagem pesada, uma hora precisa ser vista — anote isso! É inevitável, porque chega um momento em que o peso não nos permite mais seguir em frente. Ou você estaciona, ou pega aquela mala pesada e começa a rever o que realmente vale a pena levar adiante. Quando me dei conta disso, percebi o quão difícil é escolher o que vale ou não a pena. Porque seguir em frente sempre significa deixar algo para trás. E a verdade é que a gente nunca está realmente pronto para isso. Ou, pelo menos, acha que não. Mas eu fiz o que precisava ser feito.Abri o zíper da mala, desembaralhei tudo e, finalmente, encarei o que precisava ser visto. Encontrei muitas coisas que estavam me sufocando, ao ponto de me paralisar. Percebi que, enquanto eu segurava tudo aquilo, não conseguia enxergar o que estava à frente, algo muito mais belo e leve. Eu estava apegada ao passado. Ou, talvez, fosse o passado que ainda me segurava. De qualquer forma, eu precisava cortar o cordão. Algumas coisas, de fato, eu não quis deixar para trás. Então, as reorganizei de um jeito que não pesassem tanto. Outras, porém, simplesmente não tinham mais espaço. Não havia mais o que eu pudesse fazer, nem mesmo implorar. Afinal, tem coisas que não se encaixam mais. Foi preciso me despedir delas com a compreensão de que foram importantes por um tempo. Mas, agora, eu precisava abrir espaço para novas coisas — coisas mais leves, mais alinhadas com quem eu sou hoje. E foi nesse processo que entendi sobre reprocessar, sobre ressignificar experiências e construir algo novo. Também percebi que essa não seria a primeira, nem a última vez, que eu teria que revisar minha bagagem. Porque viver é isso: uma metamorfose constante. É deixar quem fomos para construir quem devemos ser, e depois recomeçar tudo novamente. É nessa dança, nessa utopia, que encontramos o verdadeiro sentido: crescer e evoluir.